4 cuidados com o pasto no período da seca

Autor: Premix | Data: 29-08-2019

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Prevenir é melhor do que remediar – já dizia o ditado – mas, ainda tem muito pecuarista que passa o ano todo correndo atrás para corrigir os problemas na propriedade em vez de investir energia e tempo no planejamento da sua atividade.

O período da seca é um exemplo no qual ficam evidentes as diferenças entre os produtores que planejam, e se preparam para a temporada, e aqueles que são sempre “pegos de surpresa”, os que somente quando o pasto está amarelo ou já seco é que vão buscar soluções para o trato com o seu rebanho.

Como dizia outro ditado, nunca é tarde para começar, mas em alguns casos, começar tarde vai custar mais esforço, mais dinheiro e trará menos retorno do que antecipar as ações e prevenir a situação de escassez de pastagem.

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Para ajudar você a não errar nesse aspecto, separamos aqui 4 cuidados que você deve ter com o pasto antes, durante e após o período da seca:

  1. Adubação

A produção do capim, o volume e a qualidade das folhas dependem muito da condição do solo. Se ele estiver em bom estado de conservação, com os micro e macroelementos equilibrados, Ph e matéria orgânica, isso vai refletir diretamente no desenvolvimento da forrageira.

Durante o período da seca, o capim tende a perder o valor nutritivo, o que vai afetar o ganho de peso do gado. Os índices de proteína, por exemplo, caem durante nessa época, o que obriga o produtor a oferecer uma suplementação complementar, como um sal mineral proteinado.

Manter o solo com a adubação correta é a maneira mais eficaz de utilizar o seu pasto de forma completa, pois assim como um agricultor não deixa sobrar na roça o fruto da sua plantação, o pecuarista também não deveria deixar sobrar pasto na sua propriedade.

  1. Adequação no número de animais

Se o pecuarista não se planejou antes da seca, é bem provável que ele acabe optando pela solução mais óbvia e rápida possível, ou seja, vender animais.

Remanejar a adequação da lotação do rebanho dentro da propriedade vai garantir que os animais que ficaram na propriedade terão pastagem suficiente para passar o período – até que as águas cheguem.

O problema é que muitos pecuaristas fazem a mesma coisa e isso acaba baixando o preço do boi no período, pois se a oferta aumenta e a demanda continua igual, o preço cai. Ou seja, provavelmente o pecuarista vai perder dinheiro e quando chegar o período das águas e precisar repor o plantel, não vai ter dinheiro suficiente para fazê-lo!

Outra alternativa para diminuir a pressão de pastejo é o arrendamento de pasto, mas isso também não é uma solução simples:

Primeiro, o local nem sempre é próximo à propriedade principal, o que pode acarretar custos adicionais com transporte.

Além disso, encontrar um pasto adequado, com boas divisões em cerca e oferta de água para o gado nem sempre é fácil, ou estará disponível nesse período, porque outros pecuaristas também podem estar interessados no mesmo arrendamento.

  1. Suplementação

A suplementação para o gado durante o período da seca é essencial para que ele não perca o peso que ganhou durante as águas. Mas, existem diversas maneiras para o pecuarista suplementar o seu rebanho e isso vai depender do sistema produtivo e da implantação de tecnologia aplicada na propriedade.

Alguns pecuaristas ainda resistem em entender a importância da suplementação do gado e, por mais improvável que possa parecer, ainda existem produtores que colocam sal branco no cocho do gado e acreditam que seja suficiente para suprir as necessidades do rebanho!

Na verdade, não é! O produtor que insiste em não suplementar o seu rebanho com certeza está perdendo dinheiro, ou no mínimo, deixando de ganhar muito mais em arrobas.

Por outro lado, o pecuarista mais atento aos ganhos de peso, que tem gestão na sua propriedade, pode optar pelo uso de um suplemento mineral proteico que irá garantir o ganho real de peso no seu gado durante esse período.

Além disso, há a possibilidade da suplementação de silagem diretamente no cocho, com a adição de um PSAI.

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  1. Rotação de piquetes ou vedação

Já é muito comum nas fazendas de médio ou grande porte a divisão de pastos em piquetes. Esse sistema ajuda na gestão do rebanho e permite um melhor aproveitamento do pasto.

O modelo consiste em apartar o gado em piquetes menores, durante um período, sendo que o tempo que o gado ficará dentro de cada um dependerá do tamanho do rebanho.

A implantação da técnica de rotação de piquetes é bem simples, mas exige um certo nível de planejamento para que seja respeitado o período de permanência dos animais em cada lotação. Também é importante acompanhar de perto para evitar que o gado consuma excessivamente o pasto, o que vai afetar a recuperação da folhagem.

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