5 cuidados essenciais com o pasto na pecuária

Autor: Premix | Data: 26-04-2019

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O pasto é a forma mais comum para a alimentação do gado na produção da pecuária de corte.  Por isso, é tão importante que o produtor fique atento aos cuidados com o solo e com a manutenção da pastagem para garantir o lucro na atividade.

A formação e renovação da pastagem exigem um planejamento do produtor, uma vez que o futuro pasto  será o responsável pela maior oferta de nutrientes para os animais e, consequentemente, fundamental para o ganho de peso, desenvolvimento ou produção de leite nos rebanhos de cria.

De maneira geral, a dieta do gado exclusiva a pasto demanda certos cuidados, pois em períodos de seca – na qual as propriedades sofrem uma queda na quantidade e qualidade de massa – o gado acaba perdendo peso e o produtor a rentabilidade.

Por isso, separamos cinco pontos de atenção que o pecuarista deve considerar na criação de gado a pasto:

  1. Preparo para o período de seca

No período da seca, há queda no volume e na frequência de chuvas, além do menor tempo de sol, devido aos dias se tornarem “mais curtos”.

Esses fenômenos resultam em menor crescimento e queda na qualidade do capim. Consequentemente, com a menor oferta de alimento, o gado também terá seu desenvolvimento, ganho de peso e produção de leite prejudicados.

Manter a taxa de lotação na propriedade em período de seca é um desafio ao produtor, uma vez que somente o pasto não será suficiente para garantir a produtividade em relação ao período das águas.

A suplementação com volumoso é uma opção para o período. Contudo, a estratégia exige planejamento e investimento em mão de obra, equipamentos e infraestrutura.

Outra técnica para enfrentar o período de seca é o diferimento de pastagem, também conhecido como feno em pé ou vedação.

Considerada um manejo de baixo custo, consiste em reservar uma área na propriedade, ao final do período das águas, em que o pasto irá crescer e descansar sem a presença de gado. A forragem ali produzida será responsável pela suplementação dos animais nos períodos de seca.

Nesse modelo, o produtor precisa ter atenção, entre outros fatores, na escolha da espécie forrageira, pois dependendo da característica da planta ela pode desenvolver muitos talos, o que resulta em um pasto de baixa qualidade.

  1. Renovação da pastagem

A degradação da pastagem é algo natural. Ao longo do tempo, o capim perde o vigor e a capacidade produtiva devido ao efeito de pragas, plantas invasoras, doenças entre outros fatores.

Por isso, é importante implementar ações de recuperação e de renovação do pasto para garantir a produtividade e os ganhos almejados pelos produtores rurais.

O custo para a renovação da pastagem é proporcional ao nível de degradação em que se encontra o solo. Por isso, fazer a manutenção do pasto é a maneira mais eficiente de manter a produção adequada.

Caso opte pela renovação, esta pode ser feita de forma direta ou indireta. A recuperação direta se faz sem a utilização de outras culturas agrícolas. Já na indireta o produtor utiliza culturas anuais como milho, soja, sorgo, entre outras, para aproveitar a correção do solo e a adubação residual utilizada na agricultura.

  1. Lotação do pasto

A lotação do pasto varia de uma fazenda para a outra, dependendo da quantidade de capim produzido. Para ilustrar o consumo dos animais, vamos considerar uma propriedade que produz novilhos com peso médio de 350 kg de peso vivo com a seguinte lotação:

  • Alta pressão de pastejo
  • Média pressão de pastejo
  • Baixa pressão de pastejo

O erro mais comum na lotação de pastagem é o produtor presumir que quanto mais animais no lote, maior será a produtividade. Nem sempre é verdadeira essa equação e pior: se a propriedade não estiver com um planejamento adequado de pastagem, pode levar a grandes prejuízos na atividade.

Veja os exemplos publicados pela BeefPoint, do engenheiro agrônomo Marcio Sena Pinto e do produtor rural Valério Carvalho:

Exemplo 1

“Propriedade com baixa lotação, alojando 1.000 garrotes com média de 350 kg, em novembro, e ganhando 144 kg PV até abril. Teremos um ganho de peso vivo no período de novembro a abril de 144.000 kg, 4.800 @ ou 4,8 @/animal/período”.

Exemplo 2

“Propriedade com alta lotação, passando a abrigar 2.000 garrotes, com média de 350 kg em novembro e ganhando 36 kg até abril, teremos um ganho de peso vivo no período de apenas 72.000 kg, 2.400 @ ou 1,2 @/animal/período”.

O ganho de peso, ou seja, o faturamento bruto será de:

1ª situação: 144.000 kg = 4.800 @ X R$ 40/@ = R$ 192.000.

2ª situação: 72.000 kg = 2.400 @ X R$ 40/@ = R$ 96.000.

Nesses exemplos, além da menor lucratividade da propriedade que adotou o sistema de alta pressão de pastejo, os autores ainda lembram que os custos relacionados ao manejo dos animais também serão proporcionalmente maiores ao manejo com menor número.

Você pode ver o estudo completo aqui no Blog da BeefPoint. 

  1. O momento certo de adubar

A fertilidade do solo, assim como as condições climáticas, afeta diretamente a produção de forragem. Para que o gado tenha pleno desenvolvimento corporal, é necessária uma boa qualidade de volumoso.

A adubação é fundamental para que o capim desenvolva todo o potencial de crescimento em conformidade com as características de cada espécie.

  1. Pastejo rotacionado

Nele, o pasto é dividido em piquetes e o gado fica por curto período de tempo em cada um deles. A grande vantagem do sistema é a uniformidade do volumoso ofertado, uma vez que o pecuarista tem o controle do volume e da qualidade da pastagem.

O mais importante nesse tipo de manejo é que a oferta de pasto seja suficiente para suprir as necessidades de todos os animais, porque assim não haverá competição entre o gado.

Também deve ser ponto de atenção para o pecuarista o tamanho dos cochos de sal e os bebedouros, evitando assim que haja queda na produtividade com a perda de peso dos animais.

Aqui no blog da Premix tem muitas outras dicas interessantes. Visite e compartilhe com seus amigos e profissionais!

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