8 dicas essenciais para o confinador iniciante
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8 dicas essenciais para o confinador iniciante

Todo confinador inicia um confinamento de gado com o interesse que o gado não perca peso no período de seca.

Além de poder ser abatido mais cedo e com um bom rendimento de carcaça, trazendo maior lucratividade para seu bolso.

Por isso desenvolvemos esse material, nosso objetivo é ajudar você pecuarista que pensa em iniciar o seu confinamento.

Para isso vamos te ajudar a entender melhor sobre as práticas normalmente adotadas e a como aplicá-las na sua fazenda.

Vamos começar pela pergunta mais básica que um produtor pode fazer:

Porque eu devo confinar?

  • Aumento da eficiência produtiva
  • Abate em tempo reduzido
  • Maior ganho de peso em menor tempo, comparado aos animais criados a pastos
  • Melhor exploração de pequenas propriedades
  • Oferta de animais acabados no período da entresafra

Essas já são vantagens e tanto para você confinador, mas se ainda não está convencido, continue a leitura e se organize para o pontapé inicial.

Afinal é preciso ter alguns assuntos em mente para tirar essa ideia do papel e iniciar o confinamento do seu gado.

Então por onde devo começar?

  • Calcule o quanto você pode investir no projeto
  • Escolha um terreno levemente inclinado: Para que não acumule água
  • Observar a vazão de água e energia elétrica 
  • Currais: n.º variável conforme a quantidade de animais
  • Escolher o cocho adequado:
  • Galpão para estoque de alimentos
  • Ferramentas para manutenção e espaço para armazenamento
  • Mão de obra para realizar o manejo

O maior engano que o confinador pode cometer é acreditar que o sucesso do confinamento de gado depende somente do investimento financeiro.

Nunca se esqueça do manejo dos animais e da manutenção frequente da infraestrutura.

Separamos oito dicas para você iniciar o confinamento, lembrando que mesmo pequeno, ele pode trazer excelentes resultados.

8 dicas essenciais para um confinamento de sucesso.

1. MEDIDAS IDEAIS

Cada curralete deve disponibilizar:

  • 8 a 20 m² por bovino (a média utilizada no Brasil é de 12 m²)
  • Possuir bebedouro e linha de cocho 70 cm de área de chegada o que evita a disputa entre os animais
  • Tamanho de lote de animais: 100 animais. Evite superlotação

Exemplo:

15 animais

Utilizar um espaço médio de 12 m² por animal, ou seja, trabalhando com 15 animais é preciso de uma área mínima de 180 m².

Os espaços são necessários, pois um animal estressado não produz com a qualidade esperada pelo mercado.

 

2. ROTINA E MÃO DE OBRA

O gado gosta de rotina, portanto é possível afirmar que o gerenciamento e a frequência são essenciais para lucratividade do confinador.

A ausência de rotina e de mão de obra de qualidade tornam-se prejudiciais para o negócio na totalidade.

Já que impactam em falhas das atividades do dia a dia, distribuição do trato e manejo do cocho.

Desse modo é necessário buscar uma padronização:

  • Gere hábitos diários com todos os envolvidos na operação
  • Aperfeiçoe a execução das tarefas
  • Invista em mão de obra qualificada
  • Realize treinamentos

Funcionário treinado e com boa instrução consequentemente aumenta a produtividade da fazenda.

Não adianta ter tecnologia de ponta e não ter colaboradores que saibam operá-la ou mesmo compreendê-la.

 

3. PROTOCOLO SANITÁRIO

O manejo de entrada é aplicado em momentos estratégicos e é feito a fim de prevenir doenças comuns no confinamento: 

30 dias antes de iniciar o confinamento: Dia zero (entrada no confinamento): 
1ª dose vacina contra as principais doenças respiratórias * 2ª dose vacina contra as principais doenças respiratórias* (reforço)
Aplicação de vermífugo, para controle de cisticercose 2ª dose de vermífugo
Aplicação de endecto parasiticida (elimina parasitos internos e externos)
Vacinação contra as principais clostridioses
*Rinotraqueite Infecciosa Bovina (IBR), Diarreia Viral Bovina (BVD), Parainfluenza tipo 3 (PI3) e Vírus Respiratório Sincicial Bovino (BRSV) 

 

4. RONDA SANITÁRIA

A roda sanitária deve ser realizada todos os dias, duas vezes ao dia.

 É aconselhado que durante as rondas, todos os animais que estiverem deitados se levantem, isso facilita a identificação dos doentes.

 

5. COBERTURA E SOMBREAMENTO

É recomendado oferecer sombra para os bovinos confinados, independente da raça e idade dos animais.

Sob altas temperaturas e intensa radiação solar, o gado busca se proteger em locais sombreados. 

A redução da exposição à radiação solar direta, melhora o bem-estar e o desempenho dos animais, garantindo lucro ao confinador. 

 

Regiões com grande intensidade de chuvas também têm necessidade de coberturas, que podem ser:

Existem dois tipos de sombrite: Natural e o Artificial

  • Sombra natural (árvores / folhagens).
  • Sombra Artificial ( telas, metais, madeiras etc)

Lembrando sempre, que a sombra deve ter espaço suficiente para abrigar todos os animais ao mesmo tempo, e a qualquer período do dia.

 

6. ADAPTAÇÃO E NUTRIÇÃO

A ração a ser utilizada no confinamento, não segue um padrão, cada realidade deve ser considerada.

A estratégia utilizada pelo confinador, garantirá que os animais atinjam seu máximo desempenho. 

  • Faça uma adaptação dos animais a nova dieta
  • Alimentos de qualidade, permitem que os animais mostram seu desempenho máximo
  • Mantenha os bebedouros limpos, permitindo acesso à água de qualidade

O custo da dieta dentro dos demais gastos do confinamento deve ser visto como a forma de alcançar o rendimento necessário para obter a maior lucratividade possível.

Vale lembrar que a qualidade da carcaça é influenciada pela qualidade genética dos animais e também pela nutrição adotada.

 

7. FUJA DOS 10 ERROS MAIS COMUNS

  • Animais sem conforto rendem menos. Se atente a lama, barro, calor
  • Invista em infraestrutura adequada
  • Faça espaçamento de cocho adequado para os animais
  • Cuidado com dieta desbalanceada e falta de acompanhamento de um nutricionista
  • Não compre insumos de baixa qualidade
  • Faça um estudo de viabilidade em função da compra do boi magro, do custo da dieta e da venda da arroba produzida. 

É preciso, portanto, que você, confinador, entenda o confinamento como um negócio.

Independentemente do número de animais, o confinamento é lucrativo, desde que seja feito de forma planejada e eficiente.

 

8. DICA FINAL, ESTEJA ATENTO

Compre o boi na hora certa: 

No mês de abril a junho ou julho no Brasil a arroba é mais barata. 

Venda na hora certa: 

Entre outubro e dezembro a arroba é mais cara. 

Saiba comprar e estocar o milho no momento correto: 

Melhor preço de entre os meses de julho e agosto.

Se atente aos fatores zootécnicos: 

  • A adaptação do gado
  • Instalações corretas
  • Qualidade da ração e do milho
  • Sanidade do rebanho: vacinas, vermifugação etc

Todos esses fatores correspondem à maior parte do resultado do seu confinamento.

Por isso confinador, planeje, faça a gestão de risco, as compras e cuide também da operação (indicadores zootécnicos e financeiros) que os resultados serão garantidos.

Confinar é uma arte que exige planejamento e disposição.

Cabe a você estar atento ao empreendimento, lembrar do custo operacional e das exigências do mercado para ter bons resultados

Se você está decidido a começar seu confinamento de gado, ou ainda tem dúvidas sobre o assunto, entre em contato com nossos Técnicos Digitais Premix, esse é um serviço gratuito disponível para todos pecuaristas.

Confinador, continue acompanhando nosso Blog para mais dicas incríveis como essas. 

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2 Comentários

  1. Muito bom e bastante útil !!!

    1. Que bom que curtiu Mustafa, continue aproveitando essa e outras matérias no https://www.premix.com.br/blog/

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