Não cometa esses erros no confinamento bovino
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Não cometa esses erros no confinamento bovino

O confinamento bovino e seu número de animais vem aumentando nas últimas décadas e a tendência é de alta contínua.

Ainda assim, podemos observar erros recorrentes, que fazem com que os resultados econômicos fiquem comprometidos.

O maior objetivo do confinamento é adiantar o abate e consequentemente o faturamento, mas para isso é necessário planejamento.

Você deve estar se perguntando:

Será que eu já cometi algum dos principais erros no confinamento do meu rebanho?

Independentemente de tê-los cometidos em algum momento, o ideal é que sejam na medida do possível, evitados. 

Esses equívocos ocorrem muitas vezes desde o manejo, instalações incorretas ou falta de planejamento nutricional adequado.

Corrigindo essas falhas o confinamento bovino com certeza caminhará para a lucratividade e produtividade esperada.

 

Então fique atento a esses erros e não haja no improviso, se planeje!

 

1. Adaptação insuficiente ou falta dela

A adaptação nada mais é do que um aumento gradativo do concentrado para adaptação do organismo animal a nova dieta. 

Feita de forma incorreta, pode acarretar:

  • Distúrbios nutricionais
  • Dificulta a estabilização do consumo
  • Reduz o desempenho do confinamento bovino

É um equívoco comum o confinador pensar que perde tempo ao fazer a adaptação, mas, isso garante resultados e evita dores de cabeça futuras.

Adoção de um bom protocolo de adaptação deve ser feita, em geral por 14 dias na entrada dos animais no confinamento.

 

2. Lotação excedida no confinamento

Acima de tudo é essencial que o número máximo de animais seja respeitado.

  • Bem-estar animal é afetado caso não consigam se movimentar e deitar com facilidade. 
  • Falta de espaço causa estresse aos animais confinados
  • Prejudica diretamente a produtividade. 

No confinamento bovino o ideal é que cada animal tenha de 12 a 15 m² disponíveis, quando se trata de período seco. Nas águas recomenda-se trabalhar acima de 30 m².

 

3. Lotes heterogêneos 

Um erro comum é selecionar animais de baixo potencial de produção, formando lotes heterogêneos, isso faz com que:

  • A competição entre os animais aumenta e dificulta o manejo
  • A venda do lote aconteça em vendas parciais, sendo o adequado a venda em apenas uma oportunidade 
  • Causa problemas de competição no consumo tornando o confinamento menos eficiente técnica e economicamente. 

Os animais do mesmo lote devem chegar ao ponto de abate ao mesmo tempo, por isso o aconselhado é que se formem lotes homogêneos, com o mesmo sexo, tamanho e pesos semelhantes e escore corporal aproximado

 

4. Cochos fora de padrão

Um cocho com o tamanho incorreto gera competitividade, podendo levar a sérios prejuízos ao confinamento bovino.

  • Má distribuição do alimento.
  • Alimentação desigual, alguns animais vão comer demais enquanto outros comem de menos.
  • É indicado que se tenha de 40 a 50 centímetros lineares de espaço por bovino.

A oferta de espaço linear de cocho e área mínima por animal deve ser respeitada para maior eficiência.

Leia mais sobre modelo e tamanho de cochos, seja assertivo e não perca dinheiro. 

 

5. Manejo alimentar inadequado

Mesmo sabendo que a nutrição pode agregar ao lucro do confinamento bovino, alguns confinadores ainda formulam dietas incorretamente.

Uma dieta inadequada acarreta prejuízo econômico e vital aos animais. Veja os principais erros cometidos

  • Não monitoramento do consumo e da umidade dos volumosos.
  • Fornecimento da dieta em uma única refeição.
  • Acreditar que a formulação da ração será sempre a mesma independentemente da situação. 

O manejo alimentar deve ser feito igual diariamente, é recomendado que seja feito três vezes ao dia ou caso todos os animais tenham acesso simultâneo ao cocho ou seis vezes ao dia.

Cada situação particular exige uma dieta única considerada ideal, que pode mudar de ano para ano ou em períodos diferentes.

 

6. Atenção as instalações

Os principais problemas observados em instalações de confinamento são:

  • Má drenagem, com formação de lama, prejudicando o desempenho.
  • Falta de inclinação do terreno ou inclinação a favor do cocho.

Vale lembrar que as instalações devem se manter sempre limpa de resíduos e os dejetos destinados corretamente.

Caso contrário podem contaminar o solo, rios e lençol freático, facilitando a entrada de doenças. 

 

7. Manejo sanitário insuficiente 

Veja as medidas preventivas para evitar perdas no seu confinamento bovino:

  • Não deixe de vacinar e vermifugar seus animais.
  • Tenha orientação de um médico veterinário.

É fundamental que esses cuidados sejam tomados na entrada do confinamento e que o produtor mantenha o status sanitário na propriedade. 

 

8. Temperatura desregulada

A estratégia de manter o conforto no confinamento bovino, traz retorno ao pecuarista. 

Por isso alguns investimentos podem garantir o bom funcionamento dessa cadeia produtiva. Então se lembre:

  • A temperatura influencia diretamente a produtividade do gado. 
  • Os animais precisam estar dentro da sua zona de conforto térmico. 

Potencializa o desempenho do rebanho, seguindo as premissas de bem-estar animal.

 

9. Água sem qualidade adequada

Somente oferecer água não é suficiente, é preciso garantir que ela seja de boa qualidade. 

  • Consumo inadequado para a digestão adequada de volumoso. 
  • Contaminação de doenças transmissíveis pela água.
  • Disponibilidade inadequada, não garante alguns dias de consumo, os animais podem passar sede.

O consumo animal no confinamento bovino é muito variável, mas na média os animais devem consumir em torno de 60 litros por animal/dia isentas de contaminantes (físicos e microbiológicos), sempre com a limpeza de bebedouros em dia.

 

10. Manter animais já terminados

Para finalizar um erro recorrente é manter animais já terminados no cocho, acarretando prejuízos o confinador.

  • Depositam apenas gordura e tem alta exigência de manutenção.
  • São ineficientes na conversão do alimento em ganho de peso.

A recomendação é que animais terminados não devem ser mantidos confinados e sim que sejam abatidos no tempo planejado com a terminação desejada.

 

11. Falta de planejamento

Para evitar erros futuros, o mais importante é planejar todos os detalhes das práticas de manejo do confinamento bovino.

O confinador tem controle sobre os fatores de produção mais facilmente desde o início, de tudo que entra e sai, mas não deve esquecer de estimar:

  • Preço de compra dos animais magros
  • Custo da produção do volumoso e do concentrado
  • Custos operacionais (máquinas e mão-de-obra)
  • Formular a dieta com técnicos responsáveis 

O gerenciamento de todas as informações são cruciais para decidir quantos animais seriam confinados e se deve confinar ou não naquele momento.

 

Como foi demonstrado no texto acima, vários podem ser os impactos da falta de planejamento no confinamento bovino.

Esses problemas podem causar menor ganho de peso, redução da lucratividade podendo levar até a morte dos animais. 

Afinal o confinamento é feito em dimensões reduzidas de tempo e espaço a fim de aumentar a taxa de ganho. 

Ressaltamos que para alcançar o melhor resultado é recomendado que seja feito um acompanhamento técnico adequado.

Esse profissional analisará a realidade do seu confinamento buscando uma dieta específica que forneça maior margem para o produtor.

Além disso, nossos técnicos digitais podem auxiliá-lo com protocolos de adaptação à dieta e manejo alimentar adequado para o período.

Para ter um confinamento bovino de sucesso, é necessário muito planejamento e dedicação de maneira que a rotina seja consistente.

Gostou do nosso artigo do Blog Premix dessa semana? 

Agora que você conhece os principais erros que devem ser evitados no confinamento, conte para nós um pouco da sua vivência!

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