Por que fazer o pastejo rotacionado?

Autor: Premix | Data: 29-08-2019

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A vocação do Brasil é criar o gado a pasto, devido à oferta de pastagem em um país que tem dimensões continentais.

Mas, esse tipo de manejo vem sofrendo mudanças significativas, com implemento de novas tecnologias que ajudam o pecuarista a alcançar resultados melhores na produtividade do seu rebanho.

Ainda assim, é comum ver propriedades que alocam os animais em grandes pastos, sem a preocupação de garantir a melhor lotação e otimizar o aproveitamento uniforme da forrageira.

Você não vê um agricultor colhendo somente metade da produção da sua lavoura e deixando o resto no chão, certo? Se por acaso acontecesse algo assim, você provavelmente iria dizer que ele está jogando dinheiro fora.

Apesar disso, é muito comum ver pecuaristas deixando capim perdendo no pasto, sem gado para consumir.

SAIBA TAMBÉM: Como fazer o estoque de forragem para o período da seca

A lógica é simples: se está sobrando pasto o pecuarista está perdendo dinheiro e se está faltando pasto para o gado, o pecuarista também está perdendo!  Então, o ideal é que ele consiga produzir carne proporcionalmente à produção de forragem.

Aí é que entra o pastejo rotacionado

Uma das maneiras de garantir o melhor uso do pasto, com índices satisfatórios de conversão de pastagem em arrobas é o pastejo rotacionado.

Mas é preciso ficar atento aos custos. A construção sem planejamento de muitos piquetes pode onerar o sistema, com a necessidade de construção de bebedouros e cochos para suplementação, além da própria construção de cercas.

Por esse mesmo motivo é que muitos pecuaristas acabam adotando o modelo de cercas elétricas, o que facilita a reorganização do tamanho e distribuição dos piquetes, facilitando também o transporte dentro da própria propriedade.

O número de piquetes é muito variável, existe uma fórmula que pode ajudar o pecuarista a encontrar o número ideal para a propriedade, veja:

  • Número de piquetes = Período de descanso + 1 / Período de ocupação

De maneira geral, o período de descanso da pastagem vai ser de 21 a 42 dias, tempo suficiente para que a maior parte das forrageiras recuperem seu vigor. Mas é importante lembrar que o período vai depender das condições do solo e do clima.

É recomendável que o pastejo também não ultrapasse 7 dias dentro do mesmo piquete, pois os animais passam a consumir os novos brotos, o que vai comprometer a recuperação da forrageira.

Lembre-se, quanto menor o período dos animais dentro do mesmo piquete, melhor será a recuperação do pasto!

 Veja outras vantagens na adoção do sistema de pastejo rotacionado:

  1. Melhor controle da oferta de pasto ao gado

O pecuarista passa a ter uma previsibilidade e segurança muito maior na quantidade e qualidade do pasto oferecido aos animais.

Esse tipo de controle permite que ele planeje o melhor momento para adubação em cada piquete e ajuda na definição do período que os animais devem ficar, conforme a disponibilidade e condição das forrageiras.

Além disso, diminuir o tempo em que os animais estão concentrados dentro de uma área evita perdas pelo pisoteio do rebanho.

  1. Melhor recuperação do capim

Após um período de descanso, o capim consegue se recuperar melhor, o que vai garantir ao pecuarista uma boa produção de pastagem durante todo o ano.

É bom sempre lembrar que as condições de solo como adubação e correção são fundamentais para a recuperação da planta. Além disso, a época do ano e a disponibilidade de chuvas também vão afetar a qualidade da forrageira.

  1. Um pasto mais uniforme

Uma das maiores vantagens percebidas no pastejo rotacionado é a uniformidade da pastagem, ou seja, no geral o gado estará sempre aproveitando o melhor do capim em cada um dos piquetes. Além disso, o produtor não vai deixar pasto sobrando e tampouco faltando para o gado.

Interessante este conteúdo, não é mesmo? Você pode compartilhar tudo com o pessoal da sua fazenda para que eles aprendam também. Lembrando que toda semana tem informações e muitas dicas aqui no Blog Premix. Acesse sempre!

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